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Histórico do DSC
Histórico do DSC
ORIGENS HISTÓRICAS
As atividades no campo da Medicina Preventiva, Saúde Pública, Saúde Comunitária e Epidemiologia, no âmbito da Universidade Federal do Ceará, tiveram suas origens no Instituto de Medicina Preventiva (IMEP) da UFC – instituição precursora do atual Departamento de Saúde Comunitária - dentro do contexto nacional e internacional do movimento preventivista iniciado nos anos 50/60, sob o patrocínio da Organização Pan-Americana de Saúde. O Instituto de Medicina Preventiva (IMEP) foi criado em 1959 como um dos institutos aplicados da UFC, com o objetivo de desenvolver o ensino e a pesquisa no campo da Medicina Preventiva, Saúde Pública e disciplinas afins.

O IMEP E O DISTRITO SANITÁRIO ESCOLA
Uma das principais experiências desenvolvidas pelo IMEP, logo após sua fundação, constituiu-se na criação de um Distrito Sanitário Escola e um Centro de Saúde Escola, como espaço para a realização de pesquisas e trabalhos práticos de campo de alunos do curso de graduação. Isto permitia um ensino mais vinculado à realidade socioeconômico da população, retirava a formação do aluno do espaço hospitalar onde era exclusivamente desenvolvido, e possibilitava uma visão e uma prática de saúde mais integral, preventiva e curativa, como preconizava o modelo da Medicina Preventiva. O Distrito Sanitário localizou-se no Bairro de Porangabuçu, em Fortaleza, na região geográfica onde se situava a Faculdade de Medicina. Nesse Distrito, um Centro de Saúde do Estado ficou sob a direção do IMEP e passou a funcionar como um serviço universitário onde os estudantes vivenciavam as práticas de um serviço comunitário de saúde. Neste período, de forma pioneira, já eram utilizados os agentes comunitários de saúde no suporte às atividades do IMEP, representados por moradores da região. Além disso, os alunos de medicina e enfermagem ficavam responsáveis pelos cuidados preventivos de um grupo definido de famílias da área, atividade precursora do que hoje se institucionaliza como o Programa de Saúde da Família.

O IMEP E O DEPARTAMENTO DE HIGIENE E MEDICINA PREVENTIVA
Como uma das conseqüências das atividades do IMEP, foi criada na então Faculdade de Medicina da UFC, a disciplina de Medicina Preventiva, que juntamente com a cadeira de higiene e estatística, formaria o Departamento de Higiene e Medicina Preventiva. Consolidando-se e expandindo-se gradativamente, esse Departamento passou a ministrar, da 1a. à 5a. séries do curso, as seguintes disciplinas: Estatística (1a. série, 60 horas), Antropologia Cultural e Educação Sanitária (2a Série, 30 horas), Epidemiologia Geral (3a. série, 45 horas), Higiene do Meio (3a. série, 45 horas), Epidemiologia Especial (4a. série, 30 horas), Higiene do Trabalho (4a série, 12 horas), Administração Sanitária (5a. série, 30 horas). A partir do trabalho do IMEP, diversas outras Unidades passaram a ministrar o ensino de Higiene, Saúde Pública, Medicina Preventiva e Social, como a Faculdade de Farmácia, a Faculdade de Odontologia, a Escola de Enfermagem São Vicente de Paulo e a Escola de Serviço Social.

ARTICULAÇÃO INTERINSTITUCIONAL DO IMEP
O IMEP realizou convênios com diversas instituições nacionais e internacionais para o desenvolvimento de seus objetivos: com a Organização Mundial da Saúde (1962), visando o desenvolvimento de um programa de Medicina Preventiva na UFC para o aprimoramento de docentes, promoção de modificações curriculares e consolidação da disciplina nos cursos; com o Governo do Estado do Ceará (1960), quando foi destinada ao IMEP uma área da cidade de Fortaleza para o desenvolvimento de suas ações, através um plano piloto de Saúde Pública; com o Departamento Nacional de Endemias Rurais (1962-1963) objetivando desenvolver investigações a respeito do calazar, Doença de Chagas, parasitoses em geral, além do treinamento técnico de pessoal; com a Fundação Serviço Especial de Saúde Pública (1968) com o objetivo de intensificar estudos e pesquisas no campo da Medicina Preventiva e do Ensino Médico e propiciar as condições para treinamento de alunos e profissionais médicos, engenheiros, dentistas e outros de nível superior; com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES (1963-1964) com o objetivo formação de pessoal docente em cursos de pós-graduação e aperfeiçoamento, reforço do regime de tempo integral de professores, pesquisadores, assistentes e monitores; com a Comissão Central de Pesquisa da UFC para o desenvolvimento de programas específicos de pesquisa

CRIAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE SAÚDE COMUNITÁRIA
No final da década de 60 o IMEP foi desarticulado como conseqüência da intervenção autoritária do regime político que se abatera sobre o país. A partir de 1972, com a Reforma Universitária, o Centro de Ciências da Saúde substituiu as escolas da área da saúde, e o Departamento de Saúde Comunitária incorporou os antigos Departamentos de Medicina Preventiva, Pediatria e Ginecologia-Obstetrícia.
O Departamento de Saúde Comunitária, além de incorporar as disciplinas de graduação antes ministradas pelo Departamento de Medicina Preventiva, passou a oferecer, no período de 1978 a 1983, em convênio com a Escola Nacional de Saúde Pública - Ministério da Saúde - Secretaria Estadual da Saúde do Ceará, cursos de pós-graduação “latu sensu”, em nível de especialização: o CURSO DE SAÚDE PÚBLICA. Nesse período foram realizados cinco cursos anuais com carga horária de 880 horas, com a formação de aproximadamente 150 sanitaristas. O conteúdo básico desses cursos estava distribuído nas seguintes disciplinas: Introdução à Saúde Pública (30 horas), Administração em Saúde (60 horas), Planejamento e Programação em Saúde (60 horas), Métodos Quantitativos (45 horas), Demografia (30 horas), Epidemiologia (90 horas), Ciências Biológicas (30 horas), Ecologia (30 horas), Saneamento e Meio-Ambiente (60 horas), Ciências Sociais (60 horas), Saúde Pública como Prática Social (45 horas), Trabalho de Campo (160 horas). Razões de ordem estrutural fizeram com que o oferecimento dos Cursos de Saúde Pública sofresse solução de continuidade com o tempo.

O DEPARTAMENTO DE SAÚDE COMUNITÁRIA: INTEGRAÇÃO DOCENTE-ASSISTENCIAL

Na segunda metade da década de 80 foi implantada outra importante iniciativa no campo da saúde pública, sob a liderança do Departamento de Saúde Comunitária.,  O PROGRAMA DE AÇÕES INTEGRADAS DE SAÚDE – PROAIS. As raízes históricas do PROAIS remontam ao Projeto Experimental de Assistência Materno-Infantil denominado “Programa Comunitário de Saúde Familiar”. Criado em 1985 pelo professor Galba Araújo, o Programa era vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da UFC, contando com a interveniência da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Secretaria de Saúde do Estado, Ministério da Previdência Social e Associações Comunitárias através da atuação de agentes formais e não formais de saúde. Além disso, contou com a participação significativa da Fundação W. K. Kellogg e Projeto HOPE. Baseado em um modelo de assistência materno-infantil, o programa tinha como objetivo inicial a diminuição da morbi-mortalidade nas áreas rurais. Adotava características inovadoras com grande indicação para as regiões pouco desenvolvidas e carentes de recursos humanos e materiais. A partir das novas condições financeiras propiciadas pela Fundação Kellogg, foi estruturada uma nova etapa para o Programa, objetivando uma articulação do sistema oficial de saúde em nível mais amplo, o que redundou com o surgimento do PROAIS. Essa nova fase do Programa direcionou como objetivo maior, utilizar o sistema existente como campo prático de ensino e aprendizagem, nas várias áreas de graduação do então Centro de Ciências da Saúde. Para atender esse objetivo estabeleceu um modelo de Integração Docente-Assistencial constituído por um componente assistencial incluindo a atenção primária de saúde, o desenvolvimento dos serviços e a tecnologia apropriada em saúde, além de um componente docente incluindo “currículos” específicos, capacitação de recursos humanos e educação continuada. A capacitação de recursos humanos foi na verdade um dos objetivos básicos para atender o projeto de atenção primária de saúde na zona peri-urbana e rural. Nesse sentido, incentivou a reciclagem dos agentes não formais de saúde, promoveu o treinamento de estudantes e profissionais, abriu campo de estágios, possibilitando visitas de observação para participantes locais, de outros Estados e até do Exterior. Durante seu período de implementação o PROAIS adotou como filosofia básica a máxima utilização de recursos locais (rezadeiras, parteiras tradicionais,etc) inclusive no gerenciamento das unidades de saúde, o respeito às tradições culturais e o uso de tecnologias apropriadas. Nessa linha de atuação, implantou uma rede de casas de parto para oferecer uma gama de serviços de saúde de nível primário. A partir de 1990, o PROAIS deu início a uma nova fase, ainda com o aporte financeiro da F. KELLOGG, através do Projeto Integrado de Modelos Alternativos de Saúde - PRISMA. O objetivo principal era desenvolver modelos alternativos em diversas áreas da APS de forma a apoiar os Sistemas Locais de Saúde - SILOS, no contexto de determinadas regiões do Estado. O PRISMA, além de continuar focalizando a saúde materno-infantil, acrescentou novos componentes ao Projeto nas áreas de atenção ao adolescente, saúde oral, gerenciamento em saúde e informação e avaliação. Além disso, considerava, como estratégia fundamental, que os SILOS funcionassem como campo de treinamento/estágios curriculares e extracurriculares para estudantes da área de saúde e afins, bem como para profissionais graduados. O Programa teve o financiamento da KELLOGG concluindo em abril de 1993 a experiência acumulada em 18 anos de trabalho.
O DEPARTAMENTO DE SAÚDE COMUNITÁRIA DA FACULDADE DE MEDICINA/UFC
Rua Professor Costa Mendes, 1608. 5º andar. Rodolfo Teófilo. Fortaleza-CE. CEP: 60430-140. Tel. (85) 3366-8044
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Departamento de Saúde Comunitária
Departamento de Saúde Comunitária
O DEPARTAMENTO DE SAÚDE COMUNITÁRIA A PARTIR DOS ANOS 90:
O MESTRADO EM SAÚDE PÚBLICA
No início da década de 90 (período compreendido entre 1990 e 1992), com o reforço de seu quadro de pessoal docente, especialmente na área de epidemiologia, um novo patamar, em termos do número de docentes e de titulação acadêmica, foi atingido pelo Departamento de Saúde Comunitária. Implantou-se então, em 1993, o Curso de Especialização em Epidemiologia, destinado à formação de pós-graduação “lato sensu” de professores universitários ou profissionais vinculados à rede de serviços de saúde pública.
Este Curso foi oferecido pelo DSC em articulação com o Centro Nacional de Epidemiologia do Ministério da Saúde - CENEPI, através de convênio de cooperação técnica que objetivava a capacitação em epidemiologia do quadro técnico do Sistema Único de Saúde.
Na perspectiva do seu quadro docente responsável, o Curso de Especialização em Epidemiologia foi organizado tendo como um de seus objetivos a constituição das bases operacionais e técnico-científico-pedagógicas para a implantação futura de um Mestrado em Saúde Pública. O Curso de Especialização em Epidemiolgia formou 25 alunos de várias categorias profissionais (enfermeiros, médicos e farmacêuticos), todos vínculados ou ao Sistema Único de Saúde (ao nível estadual ou municipal), ou então à Universidade, como Docentes ou participantes de projetos de pesquisa.
Um passo seguinte fundamental, neste processo de consolidação do Departamento de Saúde Comunitária, em termos de pós-graduação, foi a criação do Mestrado em Saúde Pública, em 1994, credenciado pela CAPES em 1995.
Como conseqüência da consolidação da área de saúde pública/saúde coletiva dentro do Departamento de Saúde Comunitária, foi aprovado pelo Conselho Universitário da UFC, em 1995, o desmembramento das duas grandes áreas que antes compunham esta unidade departamental, remanescentes da Reforma Universitária: de um lado criou-se o Departamento de Saúde Materno-Infantil, congregando os professores da área de pediatria e ginecologia-obstetrícia; e de outro criou-se o novo Departamento de Saúde Comunitária, agora especificamente composto pelo quadro docente vinculado à saúde pública/saúde coletiva.
Esta possibilidade de unidade e identidade própria possibilitou ao DSC avançar na direção dos seus compromissos acadêmicos com a formação de recursos humanos para o SUS, tanto em nível de graduação, com a reforma curricular de suas disciplinas, como ao nível de pós-graduação.
Atualmente as disciplinas do Setor de Medicina Social do DSC ministram os conteúdos referentes à medicina preventiva, epidemiologia, à medicina social, à organização e políticas de saúde, com práticas de campo ao nível dos serviços de saúde (Secretaria Estadual de Saúde, Distritos Sanitários) e da comunidade (Comunidade de Varas, no Pirambu).
São listadas a seguir as principais atividades de docência de graduação desenvolvidas atualmente pelo Departamento de saúde Comunitária, nos cursos de graduação da UFC, semestramelmente: Epidemiologia - 40 alunos - Curso de Enfermagem; Fundamentos da Prática e da Assistência Médica - 80 alunos - Curso de Medicina; Bioética e Cidadania - 80 alunos - Curso de Medicina; Diagnóstico de Saúde da Comunidade - 80 alunos - Curso de Medicina; Saúde Comunitária - 80 alunos - Curso de Medicina; Saúde, Ambiente e Trabalho - 80 alunos - Curso de Medicina; Epidemiologia e Bioestatística - 80 alunos - Curso de Medicina; Medicina Preventiva - 80 alunos - Curso de Medicina; Clínica das Doenças Infecciosas e Parasitárias - 80 alunos - Curso de Medicina; Estágios de Internato do CRUTAC, em equipes de saúde da família de comunidades rurais e da periferia de Fortaleza, para os alunos de medicina, farmácia, enfermagem e odontologia, num total de 310 alunos por ano.
Em termos de cursos de pós-graduação “sensu lato” mais recentes, foram criados o Curso de Especialização em Saúde da Família (em 1999) e o Curso de Especialização em Epidemiologia e Vigilância Epidemiológica (em 2001). Tratam-se de cursos multiprofissionais para uma clientela de 40 alunos em nível local. Mais recentemente (2002) foi iniciado pelo Departamento o Programa de Residência em Saúde da Família e da Comunidade, também com características multiprofissionais (5 médicos e 5 enfermeiros).
Finalmente, vale ressaltar, que, no Departamento de Saúde Comunitária, através do Curso de Mestrado em Saúde Pública, foram produzidas várias Dissertações de Mestrado versando sobre temas variados e relevantes na área de saúde pública.
Após dez anos de desenvolvimento das atividades do curso de mestrado em saúde pública na Universidade Federal do Ceará, faz-se necessária a avaliação do perfil dos mestrandos durante esse período no sentido de se estabelecerem rumos mais claros de formação, ajustando às demais estratégias de formação em nível de pós-graduação, como por exemplo as especializações e o mestrado profissionalizante

O DOUTORADO EM SAÚDE COLETIVA
Ao longo de mais de uma década, tanto o DSC da UFC, como a Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Universidade de Fortaleza (UNIFOR), mantiveram cursos de Mestrado Acadêmico em Saúde Pública, tendo sido formados quase 500 Mestres no estado do Ceará. Uma decorrência natural deste processo de formação continuada foi a sua qualificação permanente, e, como consequencia natural,  a necessidade de instituição de cursos de doutoramento na área.
No início de 2007 os Colegiados de Pós-graduação do DSC-UFC e do Curso de Mestrado de Saúde Pública da UECE realizaram um trabalho conjunto de formulação, discussão nas respectivas instâncias universitárias e envio para a CAPES do primeiro projeto para a instituição de um Curso de Doutorado de Saúde Coletiva por Associação de IES (modalidade nova nesta ocasião). Em Julho de 2007 esta demanda foi aprovada pela CAPES e assim, o primeiro curso de Doutorado em Saúde Coletiva do Ceará foi autorizado.é para Março de 2008.